segunda-feira, 25 de novembro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
Crase
A crase é a junção do artigo.
Temos vários tipos de contração ou combinação na Língua Portuguesa. A contração se dá na junção de uma preposição com outra palavra.
Na combinação, as palavras não perdem nenhuma letra quando feita a união. Observe:
• Aonde (preposição a + advérbio onde)
• Ao (preposição a + artigo o)
• Ao (preposição a + artigo o)
Na contração, as palavras perdem alguma letra no momento da junção. Veja:
• da ( preposição de + artigo a)
• na (preposição em + artigo a)
• na (preposição em + artigo a)
Agora, há um caso de contração que gera muitas dúvidas quanto ao uso nas orações: a crase.
Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com o pronome relativo a qual (as quais). Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave, assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à.
Como saber se devo empregar a crase? Uma dica é substituir a crase por “ao” e o substantivo feminino por um masculino, caso essa preposição seja aceita sem prejuízo de sentido, então com certeza há crase.
Veja alguns exemplos: Fui à farmácia, substituindo o “à” por “ao” ficaria Fui ao supermercado. Logo, o uso da crase está correto.
Outro exemplo: Assisti à peça que está em cartaz, substituindo o “à” por “ao” ficaria Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira.
É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada, obrigatoriamente: nas expressões que indicam horas ou nas locuções à medida que, às vezes, à noite, dentre outras, e ainda na expressão “à moda”. Veja:
Exemplos: Sairei às duas horas da tarde.
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.
À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
Quero uma pizza à moda italiana.
Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Graduada em Letras
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Narração - Lembranças
"Caminhando paulatinamente em meio a noite de um céu estrelado, ao som do vento que uivava pelo meu ouvido e memórias já soltas em meu pensamento, eis que me surgem lembranças de meu passado. Memórias não muito distantes, porém já misturadas com minha maluques em meio a minha lucidez, trazendo à tona recordações da minha infância e adolescência. Naquele momento, já me desligava do mundo corriqueiro e me centrava no meu próprio mundinho, revivendo sensações como papai lendo jornal numa manhã turva em que o sol começava a nascer; vovó fazendo crochê na sala, sentada na sua antiga cadeira de balanço, enquanto na varanda de casa as crianças pulavam de um lado para o outro; vovô, com seu ar estressado e aborrecido de sempre, exalando amabilidade e compreensão; vizinhos e amigos na rua brincando de pique-esconde entre tantas outras diversas brincadeiras; e por fim Mariam. Como poderia me esquecer dela, sempre tão viva, cheias de idéias perigosas que sempre nos aventurávamos a arriscar. Hoje posso dizer com toda certeza que todas as lembranças que possuo de minha Mariam foram significativas, visto que esta partiste tão depressa deste mundo. Então, respirando fundo, sinto todos estes pensamentos caírem de repente, feito tempestade em dia de sol, infelizmente durando apenas frações de minutos. Afinal, quem pode se desligar totalmente deste mundo em que não se tem nem tempo para respirar? Assim, reluzindo como o nascer de um brilho em meio a escuridão, eis que retorno a vida que se segue..." Por Fernanda
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Dia do Professor - 15 de Outubro
Em comemoração ao Dia do Professor...
De acordo com um dicionário de Português online, o significado de professor é: "Pessoa que, por conhecimento adquirido ou experiência de vida, pode ser mentor, espelho e ou norte para outros que desconhecem fatos ou acontecimentos."
Feliz dia do professor para todas as professoras e professores (e jovens que futuramente escolherão essa profissão) que têm coragem e paciência de estar numa sala de aula, aplicando e compartilhando conhecimento, ensinando com paixão e determinação. Parabéns pelo seu dia!
domingo, 13 de outubro de 2013
Livromaníacos (as)?
Alguém se enquadra nessa situação? Querer que o mundo acabe em livros? Eu me enquadro perfeitamente!
sábado, 12 de outubro de 2013
Infinito das palavras
De acordo com um dicionário de Português online, "Infinito" tem a seguinte definição:
"adj. Que não tem limites, fim: o espaço é infinito.
Que não teve princípio nem há de ter fim.
Muito grande, considerável: sinto, às vezes, infinitas alegrias.
Conjunto infinito, conjunto cujo número de elementos não é limitado."
"adj. Que não tem limites, fim: o espaço é infinito.
Que não teve princípio nem há de ter fim.
Muito grande, considerável: sinto, às vezes, infinitas alegrias.
Conjunto infinito, conjunto cujo número de elementos não é limitado."
E tem como sinônimos palavras como imensurável e incomensurável, entre outras. O símbolo que o representa é um oito deitado: "∞" e do Latim: "infinitu".
Possivelmente, todos nós, alguma vez, já associamos a palavra à algum sentimento ou significado importante nas nossas vidas. O que é infinito pra você? Cada um pensará em alguma definição diferente, pois, de acordo com o site "educ.fc.ul.pt", "o conceito do infinito não tem por base nenhuma experiência sensível".
O termo é muito usado na Matemática (como, de acordo com o Wikipédia, "uma noção quase-numérica usada em proposições") e na Filosofia.
Relacionando infinito, agora, ao título do blog, pode-se entender como "um mundo onde as palavras são intermináveis, que não acabam nunca". Porém, o título surgiu da paixão das integrantes do grupo por livros e histórias.
Explicamos "Infinito das Palavras" como um Universo cheio de letras que se misturam, se juntam e se agrupam para formar sílabas, palavras, frases, textos, histórias e livros. Sentimos um prazer único ao ler, ao escrever. Quando entramos nesse universo de tinta preta e imaginação, colocamo-nos como leitoras apaixonadas e dedicadas à esse vício. Quando lemos, por um momento, tudo faz sentido e ao mesmo tempo, não. A sensação é de viagem, como se cruzássemos a linha do possível e partíssemos diretamente para a estrada do impossível. E viajar nessa estrada nos faz querer que, a cada linha, a sensação dure eternamente - aqui está mais um termo que pode ser relacionado ao infinito: o Eterno.
Enfim, para nós leitores, infinito é um mundo onde os livros possam nunca acabar, as histórias nunca pararem de ser contadas e as palavras nunca pararem de ser escritas.
Por Diandra
Narração - O som do coração
"Ouvi atentamente o som da musica antiga e senti que ela me era familiar, porém, eu não reconhecia a letra. Não me recordava onde a tinha ouvido. Pesquisei a musica na internet, levando um susto quando vi a foto da cantora: ela era extremamente parecida comigo. Como podia haver tal semelhança entre nós, se nem mesmo tínhamos qualquer grau de parentesco? Eu não sabia de sua existência até aquele momento. Li a tradução da letra da música. Falava sobre o amor de uma mãe por sua filha. Reli inúmeras vezes, impressionada com o fato de que aquilo mexia comigo. Então, assim que minha mãe chegou em casa, a fiz algumas perguntas. Ela ficou sem reação diante do meu interrogatório e eu, chocada com as respostas que vieram de sua boca. Descobri, após 14 anos de inocência, que eu era filha de uma cantora famosa. Minha “mãe” havia trabalhado para ela na temporada em que a tal mulher – agora minha mãe biológica, ao meu entendimento – passara aqui. Estava grávida de mim, mas sofreu o acidente grave, onde tive que nascer prematura dias depois do ocorrido, depois de várias cirurgias de risco. Temendo a morte, ela pediu minha mãe que me levasse e cuidasse de mim. Agora, minha mãe de criação chorava muito enquanto tentava dizer algumas poucas palavras. Eu a abracei, já chorando também. A seguir, ela me contou que nos últimos minutos que esteve com minha mãe biológica, ouviu atentamente seu ultimo pedido em relação a mim: que entregasse a letra dessa musica, feita única e exclusivamente para mim, para sua banda. De agora em diante, a melodia suave e os versos sensíveis seriam meu hino, minha música favorita." Por Jacqueline
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Quote
"A ambição é uma paixão, ao mesmo tempo forte e insidiosa, e tem grande propensão a roubar de um homem sua felicidade e sua verdadeira respeitabilidade de caráter." Citação do livro Lincoln - Doris Kearns Goodwin.
Narração - A melhor amiga
"Tudo era sempre um grande problema para Taylor. O tempo era pouco, faltava algo, ou faltavam amigos. E o único jeito dela expressar isso era escrevendo, ou lendo. De qualquer forma, o melhor jeito de expressar era se prendendo em coisas que continha palavras, versos, textos, seja de terror ou romance. Se tinha algo que a acalmava, eram as palavras. Citações, livros, letras, um mundo onde ela se entendia muito bem! Quando ela escrevia, o mundo parava, e o que existia eram apenas as palavras, ela e seu universo único, onde ninguém podia atrapalhar, onde ninguém podia se meter. Era ela, e as mais belas palavras. Taylor sempre pensou desde pequena: como ainda existem pessoas que não gostam de ler? É maravilhoso e inexplicável o jeito como as palavras mexem com você.
Taylor sempre gostou de livros, e sua paixão veio aumentar quando ela completou 15 anos... Sim, qualquer menina pediria roupas caras ou a famosa viagem clichê para um lugar fora do país, mas ela comprou a edição de seus livros favoritos! Embora ela houvesse começado a ler a coleção que tinha 25 livros, Taylor leu todos em 3 meses... E sempre gostava de reler os livros que tinha. Como os que tinha comprado recentemente. Era uma maravilha olhar para aquela estante em seu quarto, repleta de livros. Livros bons, diferentes, variados, mas sim, livros.
Uma tortura sempre foi emprestar seus livros. Para ela, se alguém pedisse emprestado, era como estar entregando a maior fortuna do mundo. Como por exemplo, uma mãe ficar longe de um filho.
Taylor era tímida, criativa, fazia o seu estilo, e sempre que alguém olhasse para ela, em suas mãos ela segurava um livro e o olhar era brilhante folheando cada página.
Taylor foi uma ótima amiga, ela sempre me escutava, ela era aquele tipo de pessoa que não precisava dizer nada para lhe acalmar, aquele tipo de pessoa que sorria com os olhos, aquele tipo de pessoa que com um abraço, parecia que tudo melhorava. Sinto falta das risadas dela, de irmos tomar um sorvete juntas e de ela me falar da página em que estava, o que acontecia no livro. Sinto falta de dormirmos uma na casa da outra e rirmos juntas, posso dizer que ela foi uma das melhores pessoas que conheci.
Nos conhecemos no primeiro dia de aula do 3° ano do fundamental. Eu estava nervosa, era o primeiro dia de aula. Eu estava em um colégio novo. Não tinha nenhuma amiga, a aflição tomava conta de mim, estava ansiosa, e após entrar na sala de aula, vi uma garota na ultima cadeira da fila, no canto esquerdo, ela sorriu para mim, ela estava lendo um livro cujo nome me lembro até hoje: “A princesa do reino perdido”. Era um livro infantil, claro, nós éramos crianças. Taylor me olhou, e sorriu para mim, de alguma forma que eu nunca soube explicar. Ela me acalmou, me deu segurança, e fui me sentar ao lado dela.
Foi lá que eu conheci a minha melhor amiga. Dia 06 de fevereiro de 2001, embora eu achasse que seria o pior dia da minha vida, do nada, após olhar para a menina de óculos, bem branquinha, loira, dos olhos bem claros, e com pintinhas na cara e covinhas, tudo pareceu calmo e seguro. Infelizmente, não vejo Taylor há oito anos. Ela voltou para a sua cidade natal, e aos poucos fomos perdendo o contato. Acredito que um dia a verei bem famosa, sendo escritora de livros que serão vendidos para o mundo inteiro.
Sinto saudades de Taylor, e sei que ela também, de alguma forma, sente minha falta." - Larissa
sábado, 14 de setembro de 2013
O uso da vírgula
Estando a oração em ordem direta (seus termos se sucedem na seguinte progressão: sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:
1. Não se usa vírgula:
Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:
1. Não se usa vírgula:
Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito predicado
Sujeito predicado
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
V.T.D.I. O.D. O.I.
V.T.D.I. O.D. O.I.
Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.
2. Usa-se a vírgula:
Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.
Para marcar inversão:
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.
Para marcar inversão:
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.
Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
Usa-se a vírgula para isolar:
- o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.
- o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.
Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
Usa-se a vírgula para isolar:
- o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um trânsito caótico.
- o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.
Por Marina Cabral (fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgula.htm)
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Narração - "Um lugar solitário"
O texto a seguir não influencia religião, é apenas fictício.
"A maior crueldade do Universo não é a fome que crianças passam ou a violência das ruas, ou o frio que milhões de desabrigados sentem.
A maior crueldade do Universo é a morte; a necessidade dele de validar vidas.
Você nasce, morrendo. A cada vez que respira, a cada segundo que se passa e a cada piscadela, você está caminhando, direta e indiretamente, para a morte.
Não previ a minha morte, não a temi. Nunca soube quando ela iria chegar. Desejei-a como uma pessoa que está no deserto deseja água.
Medindo em anos humanos, minha vida não foi longa. Mas minha alma pode lhe afirmar que tudo que um dia eu passei fez com que meus anos triplicassem. Experimentei de gostos distintos e passei por tudo que uma pessoa normal da minha idade não passaria. Vivenciei situações que nunca esquecerei. Presenciei cenas amargas e senti dores inconfundíveis. Quis rasgar meu peito e deixar voar todas as mágoas acumuladas ao longo dos meus anos. Meu coração estava pesado; toneladas de desventuras. Quem eu poderia ser, se não uma frágil obra inválida do Universo? As lágrimas que um dia chorei não foram de uma lutadora. O fracasso dominava minha breve existência.
A morte, uma vez que te pega, te deixa sem saída. E o Universo é o lugar mais solitário para morrer, lhe garanto.
Lembro detalhadamente do segundo do crash. O trânsito no centro da cidade estava péssimo. Tinham muitos carros em filas ao meu redor e algumas pessoas estressadas passavam por entre os automóveis. Algumas falavam ao celular, outras carregavam pesadas mochilas ou maletas. O dia estava nublado, diferentemente dos outros dias da semana. Eu estava presa nesse engarrafamento, uma mão segurava o volante, a outra levava o celular até o ouvido.
Meus pais discutiam, como sempre. Algo que eu dissera influenciara os dois a começar essa discussão.
- Você deveria se importar! - gritava mamãe do outro lado da linha.
- O quê? Isso não é minha obrigação - gritava papai de volta.
- Você me deve pelo menos isso.
- Não, não lhe devo nada.
Suas vozes martelavam na minha cabeça, as ameaças que vieram logo a seguir me davam náuseas. O trânsito finalmente andou e eu já estava conseguindo atravessar uma avenida larga. Quando eles finalmente voltaram a ser eles mesmos ao telefone, meus olhos se chocaram com a visão perturbadora.
Em uma fração de segundos, meus olhos se fecharam bruscamente e meu corpo falecia de dor. A escuridão tomou conta de minha visão e eu senti, naquele momento, a falha do meu corpo. E enquanto tudo parava dentro de mim, depois de longos minutos, minha mente relembrou cada passo de minha vida. Morria e assistia a um filme da minha vida. Todos aqueles momentos em que desejei apagar da minha memória, toda uma vida, a minha vida, diante dos meus olhos.
Nunca antes senti tanta dor. Fisicamente e psicologicamente. Não tinha plena consciência de que aquilo era a morte me arrastando. Apenas senti meus órgãos falhando, meu coração desestabilizando, meus ossos se colidindo, enquanto minhas antigas falhas quebravam-me torturadamente.
A dor me deixara dormente. Estava entorpecida.
Depois de todo aquele filme acabar me encontrei olhando para meu corpo ferido. Sim, eu me via ali, sentada, dentro de um carro destruído por um caminhão enorme. Havia sangue por toda parte e constatei então que a morte é o momento mais importante de um ser.
Nascemos para morrer e o momento que tanto esperei havia chegado. Caminhei até a morte, onde tudo parecia ter acabado. Contudo, não acabara.
Corria em direção as pessoas que se acumulavam ao redor do acidente, mas nenhuma delas me via; enxergavam somente o corpo ferido. Quem poderia me notar, afinal? Eu era só uma alma que vagava pelo lugar de sua morte, uma alma desesperada, cheia de sentimento de culpa.
Em minha memória ainda humana, recordava de informações que eu lera em algum lugar. Que quando morremos, ficamos ligados a nossa antiga vida, pois a alma ainda não cicatrizara. Verdade. Não existia nenhuma luz para eu seguir, nenhuma escuridão. Eu era minha própria inimiga porque ainda doía, o ferimento não se curara.
E então vaguei pela vida deles. Dos meus pais. Não sabia o que eles estavam sentindo, portanto a raiva foi o único sentimento que eu tinha enquanto os assistia. Odiei a mim mesma em todos os segundos, mas odiei a eles, principalmente.
No começo não lutei contra nenhum dos sentimentos ruins, apenas me deixei levar. Eles falavam sobre mim o tempo inteiro, discutiam, lembravam de momentos oportunos que vivemos juntos. Eu sabia que existia uma pitada de hipocrisia em tudo que meus pais falavam. Minha mãe não estava mais apaixonada por meu pai e ele amava outra pessoa; eu sempre soube, nunca entendi o porquê de ainda estarem juntos. Então, citaram ela. Minha irmã. Perdi totalmente o controle. E tudo em mim só doía. Ver tudo aquilo me dilacerava. Não sabendo mais se existiam dias e noites, fui existindo sem tempo cronológico. A cada verdade, eu me machucava e eu não conseguia mais lidar.
Morri jovem. Enterraram meu corpo na terra e todos os meus segredos foram enterrados juntos. Tudo que eu sabia, todas as palavras que guardei pra mim durante todos aqueles anos. As informações que descobrira enquanto viva se viravam contra mim. A aflição tinha que ter um fim. Não conseguia mais suportar os fragmentos. E agora era hora de me libertar da agonia.
Observei mamãe e papai deitados na mesma cama, dormindo, suas expressões eram de paz. Murmurei, passando a mão nos cabelos bagunçados da minha antiga mãe, sabendo que nunca me ouviriam:
- Queridos, desculpem-me por tudo. Por tudo mesmo. Sei que em algum momento houve amor e tranquilidade. Sei que muitas coisas saíram controle. E eu vos perdôo pela falta de carinho. Em algum momento devem ter tentando, mas infelizmente, falharam. Peço perdão pela morte de minha irmã. Só há agora uma pessoa viva que sabe da verdade. E tenho certeza que essa verdade não morreu comigo ou com ela. Tudo vai vir a tona em algum ponto e só espero que não fiquem atormentados ou bravos com meu ato. A matei. Era um acidente, mas a matei e me arrependo amargamente. Para vocês, o amanhã virá e um novo sol vai surgir. Cuidem-se, pois estou me libertando agora. Lutem contra toda dificuldade, não deixem nunca mais que os obstáculos lhes impeçam de ir para frente. Sempre serei aquela garotinha que corria no jardim atrás das borboletas e não aquela criatura amarga que me tornei apos a morte de minha irmã. Não se lembrem dos maus momentos que tive na escola, nem com minha falta de preocupação e comprometimento comigo mesma. A morte muda as pessoas. E sempre lhes amarei. Eternamente sua, Alice." - Por Diandra.
"A maior crueldade do Universo não é a fome que crianças passam ou a violência das ruas, ou o frio que milhões de desabrigados sentem.
A maior crueldade do Universo é a morte; a necessidade dele de validar vidas.
Você nasce, morrendo. A cada vez que respira, a cada segundo que se passa e a cada piscadela, você está caminhando, direta e indiretamente, para a morte.
Não previ a minha morte, não a temi. Nunca soube quando ela iria chegar. Desejei-a como uma pessoa que está no deserto deseja água.
Medindo em anos humanos, minha vida não foi longa. Mas minha alma pode lhe afirmar que tudo que um dia eu passei fez com que meus anos triplicassem. Experimentei de gostos distintos e passei por tudo que uma pessoa normal da minha idade não passaria. Vivenciei situações que nunca esquecerei. Presenciei cenas amargas e senti dores inconfundíveis. Quis rasgar meu peito e deixar voar todas as mágoas acumuladas ao longo dos meus anos. Meu coração estava pesado; toneladas de desventuras. Quem eu poderia ser, se não uma frágil obra inválida do Universo? As lágrimas que um dia chorei não foram de uma lutadora. O fracasso dominava minha breve existência.
A morte, uma vez que te pega, te deixa sem saída. E o Universo é o lugar mais solitário para morrer, lhe garanto.
Lembro detalhadamente do segundo do crash. O trânsito no centro da cidade estava péssimo. Tinham muitos carros em filas ao meu redor e algumas pessoas estressadas passavam por entre os automóveis. Algumas falavam ao celular, outras carregavam pesadas mochilas ou maletas. O dia estava nublado, diferentemente dos outros dias da semana. Eu estava presa nesse engarrafamento, uma mão segurava o volante, a outra levava o celular até o ouvido.
Meus pais discutiam, como sempre. Algo que eu dissera influenciara os dois a começar essa discussão.
- Você deveria se importar! - gritava mamãe do outro lado da linha.
- O quê? Isso não é minha obrigação - gritava papai de volta.
- Você me deve pelo menos isso.
- Não, não lhe devo nada.
Suas vozes martelavam na minha cabeça, as ameaças que vieram logo a seguir me davam náuseas. O trânsito finalmente andou e eu já estava conseguindo atravessar uma avenida larga. Quando eles finalmente voltaram a ser eles mesmos ao telefone, meus olhos se chocaram com a visão perturbadora.
Em uma fração de segundos, meus olhos se fecharam bruscamente e meu corpo falecia de dor. A escuridão tomou conta de minha visão e eu senti, naquele momento, a falha do meu corpo. E enquanto tudo parava dentro de mim, depois de longos minutos, minha mente relembrou cada passo de minha vida. Morria e assistia a um filme da minha vida. Todos aqueles momentos em que desejei apagar da minha memória, toda uma vida, a minha vida, diante dos meus olhos.
Nunca antes senti tanta dor. Fisicamente e psicologicamente. Não tinha plena consciência de que aquilo era a morte me arrastando. Apenas senti meus órgãos falhando, meu coração desestabilizando, meus ossos se colidindo, enquanto minhas antigas falhas quebravam-me torturadamente.
A dor me deixara dormente. Estava entorpecida.
Depois de todo aquele filme acabar me encontrei olhando para meu corpo ferido. Sim, eu me via ali, sentada, dentro de um carro destruído por um caminhão enorme. Havia sangue por toda parte e constatei então que a morte é o momento mais importante de um ser.
Nascemos para morrer e o momento que tanto esperei havia chegado. Caminhei até a morte, onde tudo parecia ter acabado. Contudo, não acabara.
Corria em direção as pessoas que se acumulavam ao redor do acidente, mas nenhuma delas me via; enxergavam somente o corpo ferido. Quem poderia me notar, afinal? Eu era só uma alma que vagava pelo lugar de sua morte, uma alma desesperada, cheia de sentimento de culpa.
Em minha memória ainda humana, recordava de informações que eu lera em algum lugar. Que quando morremos, ficamos ligados a nossa antiga vida, pois a alma ainda não cicatrizara. Verdade. Não existia nenhuma luz para eu seguir, nenhuma escuridão. Eu era minha própria inimiga porque ainda doía, o ferimento não se curara.
E então vaguei pela vida deles. Dos meus pais. Não sabia o que eles estavam sentindo, portanto a raiva foi o único sentimento que eu tinha enquanto os assistia. Odiei a mim mesma em todos os segundos, mas odiei a eles, principalmente.
No começo não lutei contra nenhum dos sentimentos ruins, apenas me deixei levar. Eles falavam sobre mim o tempo inteiro, discutiam, lembravam de momentos oportunos que vivemos juntos. Eu sabia que existia uma pitada de hipocrisia em tudo que meus pais falavam. Minha mãe não estava mais apaixonada por meu pai e ele amava outra pessoa; eu sempre soube, nunca entendi o porquê de ainda estarem juntos. Então, citaram ela. Minha irmã. Perdi totalmente o controle. E tudo em mim só doía. Ver tudo aquilo me dilacerava. Não sabendo mais se existiam dias e noites, fui existindo sem tempo cronológico. A cada verdade, eu me machucava e eu não conseguia mais lidar.
Morri jovem. Enterraram meu corpo na terra e todos os meus segredos foram enterrados juntos. Tudo que eu sabia, todas as palavras que guardei pra mim durante todos aqueles anos. As informações que descobrira enquanto viva se viravam contra mim. A aflição tinha que ter um fim. Não conseguia mais suportar os fragmentos. E agora era hora de me libertar da agonia.
Observei mamãe e papai deitados na mesma cama, dormindo, suas expressões eram de paz. Murmurei, passando a mão nos cabelos bagunçados da minha antiga mãe, sabendo que nunca me ouviriam:
- Queridos, desculpem-me por tudo. Por tudo mesmo. Sei que em algum momento houve amor e tranquilidade. Sei que muitas coisas saíram controle. E eu vos perdôo pela falta de carinho. Em algum momento devem ter tentando, mas infelizmente, falharam. Peço perdão pela morte de minha irmã. Só há agora uma pessoa viva que sabe da verdade. E tenho certeza que essa verdade não morreu comigo ou com ela. Tudo vai vir a tona em algum ponto e só espero que não fiquem atormentados ou bravos com meu ato. A matei. Era um acidente, mas a matei e me arrependo amargamente. Para vocês, o amanhã virá e um novo sol vai surgir. Cuidem-se, pois estou me libertando agora. Lutem contra toda dificuldade, não deixem nunca mais que os obstáculos lhes impeçam de ir para frente. Sempre serei aquela garotinha que corria no jardim atrás das borboletas e não aquela criatura amarga que me tornei apos a morte de minha irmã. Não se lembrem dos maus momentos que tive na escola, nem com minha falta de preocupação e comprometimento comigo mesma. A morte muda as pessoas. E sempre lhes amarei. Eternamente sua, Alice." - Por Diandra.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Elementos da Narração
Entendemos que o texto narrativo se caracteriza pelo relato de um determinado acontecimento. Assim, para que a história (o enredo) seja dotada de sentido, ela conta com a participação de alguns elementos imprescindíveis à sua desenvoltura, razão pela qual o artigo em questão tem por finalidade evidenciar de forma detalhada as características inerentes a tais elementos. Dessa forma, atentemo-nos aos pressupostos que seguem:
Personagens – Semelhantemente a outros elementos, concebem-se como fundamentais ao enredo. Caracterizam-se como peças fundamentais que, de acordo com a habilidade do emissor, vão se tornando cada vez mais familiares aos nossos olhos, à medida que participamos ativamente da história.
As personagens, por sua vez, não precisam ser adornadas ao extremo nem desajustadas ao ponto de “fugir do convencional”. Basta apenas que sejam bem construídas, obedecendo aos padrões de coerência.
Dessa forma, há aquelas personagens que revelam sua participação na história de forma mais contundente – também conhecidas como protagonistas, heróis ou personagens principais. Como também existem as que se opõem a elas – denominadas de antagonistas, que nem por isso ficam em segundo plano mediante o transcorrer dos fatos. Juntamente com elas há outras – concebidas como secundárias, as quais colaboram para a sustentação da trama.
Tempo – revela sua fundamental importância, pois retrata a duração em que se dá a ação. Podendo este ser cronológico, ou seja, demarcado pelos dias, meses, anos, séculos, horas, minutos, segundos. E o psicológico – relativo à duração interior dos acontecimentos – vivenciado pelas lembranças e pelos sentimentos das personagens. Por isso, nele percebemos que muitas vezes há a fusão do presente, passado e futuro.
Espaço – Assim como ocorre no tempo, há o espaço físico – o qual revela o ambiente onde se movem as personagens, podendo ser ao ar livre, numa choupana, numa bela praia, enfim, entre tantos outros lugares. Existem determinadas narrativas, como, por exemplo, os romances regionalistas, os quais são amplamente determinados pelas características do local onde os fatos se desenrolam. Quanto ao espaço psicológico, este é revelado pela experiência subjetiva dos participantes.
Narrador – Age como uma espécie de intermediário entre a história contada e o receptor, podendo atuar de distintas formas, entre as quais destacamos:
* Narrador-personagem - Nesta modalidade ele participa de alguma forma do enredo, pois, ao mesmo tempo em que conta, demonstra também sua cota de envolvimento com a trama, geralmente narrada em 1ª pessoa.
* Narrador-observador - Neste caso, a narrativa revela-se em 3ª pessoa, visto que o narrador apenas observa do lado “de fora” e, de forma imparcial, repassa ao leitor o que realmente acontece, limitando-se a revelar somente o que vê, nada mais que isso.
* Narrador-onisciente - Este, além de saber tudo sobre o enredo, ainda sabe até o que os personagens pensam, revelando ao leitor os pensamentos e os sentimentos mais íntimos destes. Chega, às vezes, a revelar até o que as personagens nem sabem, fundindo-se no que chamamos de discurso indireto livre – o qual é narrado em 3ª pessoa e a voz do narrador muitas vezes se confunde com o pensamento dos participantes.
Um importante detalhe ao qual devemos nos atentar reside no fato de que nunca podemos confundir autor com narrador. O autor revela-se como uma pessoa de carne e osso, como é o caso de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Clarice Lispector, como também pode ser qualquer outra pessoa, não apenas representante da arte literária em si.
O narrador é quem se revela como uma personagem de total autonomia para dar rumo aos fatos que deseja relatar, pois o enredo somente se materializa porque ele existe.
* Discurso – Relaciona-se à própria mensagem que nos é transmitida, sendo que esta pode se materializar de formas diversas, expressas por:
- Discurso direto – Nele, a fala das personagens é revelada na íntegra, ou seja, tal e qual acontecem. Para tanto, o diálogo, além de ser expresso com base nos sinais de pontuação adequados, conta com a participação dos chamados verbos de elocução, na maioria das vezes revelados por: dizer, afirmar, interrogar, retrucar, gritar, negar, entre outros.
- Discurso indireto - Agora, ao invés de haver a participação direta, o narrador é quem se encarrega de retratá-la, por intermédio de suas próprias palavras.
- Discurso indireto livre - Ocorre quando o narrador insere de forma discreta os sentimentos das personagens ou até mesmo a fala das personagens à sua – chegando ao ponto de não haver distinção entre ambas.
Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
Personagens – Semelhantemente a outros elementos, concebem-se como fundamentais ao enredo. Caracterizam-se como peças fundamentais que, de acordo com a habilidade do emissor, vão se tornando cada vez mais familiares aos nossos olhos, à medida que participamos ativamente da história.
As personagens, por sua vez, não precisam ser adornadas ao extremo nem desajustadas ao ponto de “fugir do convencional”. Basta apenas que sejam bem construídas, obedecendo aos padrões de coerência.
Dessa forma, há aquelas personagens que revelam sua participação na história de forma mais contundente – também conhecidas como protagonistas, heróis ou personagens principais. Como também existem as que se opõem a elas – denominadas de antagonistas, que nem por isso ficam em segundo plano mediante o transcorrer dos fatos. Juntamente com elas há outras – concebidas como secundárias, as quais colaboram para a sustentação da trama.
Tempo – revela sua fundamental importância, pois retrata a duração em que se dá a ação. Podendo este ser cronológico, ou seja, demarcado pelos dias, meses, anos, séculos, horas, minutos, segundos. E o psicológico – relativo à duração interior dos acontecimentos – vivenciado pelas lembranças e pelos sentimentos das personagens. Por isso, nele percebemos que muitas vezes há a fusão do presente, passado e futuro.
Espaço – Assim como ocorre no tempo, há o espaço físico – o qual revela o ambiente onde se movem as personagens, podendo ser ao ar livre, numa choupana, numa bela praia, enfim, entre tantos outros lugares. Existem determinadas narrativas, como, por exemplo, os romances regionalistas, os quais são amplamente determinados pelas características do local onde os fatos se desenrolam. Quanto ao espaço psicológico, este é revelado pela experiência subjetiva dos participantes.
Narrador – Age como uma espécie de intermediário entre a história contada e o receptor, podendo atuar de distintas formas, entre as quais destacamos:
* Narrador-personagem - Nesta modalidade ele participa de alguma forma do enredo, pois, ao mesmo tempo em que conta, demonstra também sua cota de envolvimento com a trama, geralmente narrada em 1ª pessoa.
* Narrador-observador - Neste caso, a narrativa revela-se em 3ª pessoa, visto que o narrador apenas observa do lado “de fora” e, de forma imparcial, repassa ao leitor o que realmente acontece, limitando-se a revelar somente o que vê, nada mais que isso.
* Narrador-onisciente - Este, além de saber tudo sobre o enredo, ainda sabe até o que os personagens pensam, revelando ao leitor os pensamentos e os sentimentos mais íntimos destes. Chega, às vezes, a revelar até o que as personagens nem sabem, fundindo-se no que chamamos de discurso indireto livre – o qual é narrado em 3ª pessoa e a voz do narrador muitas vezes se confunde com o pensamento dos participantes.
Um importante detalhe ao qual devemos nos atentar reside no fato de que nunca podemos confundir autor com narrador. O autor revela-se como uma pessoa de carne e osso, como é o caso de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Clarice Lispector, como também pode ser qualquer outra pessoa, não apenas representante da arte literária em si.
O narrador é quem se revela como uma personagem de total autonomia para dar rumo aos fatos que deseja relatar, pois o enredo somente se materializa porque ele existe.
* Discurso – Relaciona-se à própria mensagem que nos é transmitida, sendo que esta pode se materializar de formas diversas, expressas por:
- Discurso direto – Nele, a fala das personagens é revelada na íntegra, ou seja, tal e qual acontecem. Para tanto, o diálogo, além de ser expresso com base nos sinais de pontuação adequados, conta com a participação dos chamados verbos de elocução, na maioria das vezes revelados por: dizer, afirmar, interrogar, retrucar, gritar, negar, entre outros.
- Discurso indireto - Agora, ao invés de haver a participação direta, o narrador é quem se encarrega de retratá-la, por intermédio de suas próprias palavras.
- Discurso indireto livre - Ocorre quando o narrador insere de forma discreta os sentimentos das personagens ou até mesmo a fala das personagens à sua – chegando ao ponto de não haver distinção entre ambas.
Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
Objetivo
O blog tem como objetivo central estimular o interesse pelo gênero narrativo escrito de diversas formas por pessoas de ideias diferentes. A cada semana será postado uma narração e diariamente teremos posts relacionados a redação. Enfim, comentários saudáveis serão bem aceitos.
Aviso
Infinito das palavras é um blog de cunho pedagógico, fazendo parte de um projeto de inclusão digital do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais. Portanto, qualquer comentário de gênero ofensivo será deletado imediatamente.
Assinar:
Comentários (Atom)


